top of page

Super Mario Galaxy: O Filme - Uma Celebração, Hiper Estímulos e Início do Universo Nintendo nos Cinemas

  • Foto do escritor: Daniel Victor
    Daniel Victor
  • 6 de abr.
  • 5 min de leitura

Super Mario Galaxy: O Filme (2026) de Aaron Horvath e Michael Jelenic

Por: Daniel Victor


É interessante observar a forma escolhida para comemorar o 40° Aniversário da Franquia Mário. A Nintendo tenha escolhido o Cinema aos Games para homenagear o seu maior ícone. Porém, a estratégia parte da visão (em teoria) brilhante da empresa japonesa em expansão de mercado em expansão de mercado em três pontos: O primeiro é lançar a continuação do longa que obteve enorme Super Mario Bros: O Filme (2023). O segundo é utilizar a temática Espacial, presentes nos dois jogos Super Mario Galaxy (1 e 2), para iniciar um Universo Nintendo no Cinema. Já o terceiro, é utilizar essas duas mídias distintas “alimentem uma à outra".


Super Mario Galaxy: O Filme é a Celebração da Big N a sua marca mais valiosa. O longa tenta abraçar em 1 hora e 38 minutos de duração, toda a franquia do Encanador Bigodudo. O resultado é um filme com tantas informações, onde as referências são a base narrativa e não a história. Essa escolha na estrutura desenvolve uma obra com Hiper Estímulos constantes, que não beneficiam o projeto.


O longa começa com os irmãos Mario e Luigi, já consolidados como os heróis e protetores do Reino dos Cogumelos, que venceram o temível Bowser. Entretanto, um novo mal surge em busca de vingança. O filho do Rei dos Koopas, Bowser Jr, sequestra a Princesa Rosalina, a fim de usar seu poder cósmico para resgatar o pai e dominar as galáxias. Fazendo que a Princesa Peach e seus aliados unam forças para salvar o universo.


É louvável o trabalho e respeito que a Illumination (estúdio de animação do grupo Universal), para o ícone da Nintendo. Toda a equipe presente no longa 2023, retorna à continuação: Produtores, Diretores, Roteirista, Compositor, Montador e os demais membros (não irei citar todos os nomes), conseguem elevar a qualidade e quantidade de detalhes presentes no filme, celebrando os 40° da franquia Mario e os demais games da Nintendo.


Ainda na parte dos méritos, visualmente é longa é um deleite. Onde o grande destaque fica na quantidade de referências do filme. Powers ups, levels (fases) e trilha sonora são os mais evidentes. Entretanto, algumas referências “escondidas” na película é que elevam a obra a outro patamar. Personagens, gestos, trajes, falas e como algumas músicas são introduzidas no decorrer da narrativa, são um grande presente aos fãs.


Todos esses Fanservices, demonstram o enorme legado da franquia Mario e da Nintendo na Cultura Pop. Homenageando no cinema quem esteve em todos esses anos na linha de frente nos Jogos, como por exemplo o lendário Shigeru Miyamoto: Criador de Super Mario, Donkey Kong, The Legend of Zelda e tantas outras (responsável por Salvar e Revolucionar a Indústria dos Vídeo Games) e compositor Koji Kondo (onde sua obra é estudada por Músicos, Universidades e Especialistas na área mundo afora). 


Entretanto, basear sua estrutura em referências prejudica toda a narrativa. A história é bastante corrida, onde a edição e montagem tentam condensar 40 anos em um longa de um pouco mais que 1h30. Por vezes, o filme lembra o ritmo de consumo que temos em algumas redes sociais (Instagram, TikTok etc.). Onde o público é bombardeado por hiper estímulos, com o conteúdo que está sendo visto no momento, é substituído por um próximo, e o anterior “esquecido”.


Por muitas vezes o longa equipara uma cena a um level (fase) do jogo. Um exemplo, em uma sequência. Mario, Luigi e Yoshi (irei falar dele mais a frente), ficam encarregados em resolver os problemas no Reino dos Cogumelos. Se temos o prazer de jogarmos e aproveitarmos todos os elementos que faz a franquia nos games. No filme, a experiência é diluída em conflitos que são resolvidos de maneira rápida (em algumas sem sentido), com vários fanservices que me agradaram bastante (deve agradar a muitos), mas que não criam substância para a narrativa.


A introdução de Yoshi é um exemplo disso. Na cena pós crédito no filme anterior, já sabemos que ele participaria da sequência. Mas o próprio longa tem a “consciência” de que sua entrada na equipe é feita de forma rápida demais, em uma das falas de Toad: “Ele mal chegou e já faz parte da turma?” O ritmo é tão apressado, que alguns conflitos são resolvidos com enormes conveniências narrativas.


O filme acerta em trazer a temática espacial para explorar o a franquia Mario e iniciar Universo Compartilhado da Nintendo. O conceito que faz a Série Galaxy tão especial é completamente desperdiçado. Pois um dos elementos é criar uma perspectiva que o ambiente do jogo de plataforma seja um Globo. Assim podendo explorar múltiplas possibilidades do 3D. Chega ser frustrante que longa utilize em uma única cena essa ideia. Quando a Princesa Peach e Toad lutam contra inimigos famosos, em uma sequência que faz alusão ao embate de Neo versus vários Smiths em Matrix Reloaded (2003).


Um positivo, é ver que no cinema, as princesas não são apenas “figuras frágeis para serem resgatadas”. Sim, a Princesa Rosalina é raptada. Porém, ela demonstra que é muito forte. Eu não colocaria sua captura no clássico tropo narrativo de “Novelas de Cavalaria”. Algo que a Nintendo começa a esboçar alguma mudança no mundo dos games.


Já a introdução de outros personagens, ora são apenas aparecem como fanservice, ora participam ativamente no filme. Um exemplo é a presença de Fox McCloud. Sua aparição é uma forma clara dos planos que a Nintendo tem de utilizar cinema e games para “alimentar uma mídia à outra". Já que o último jogo lançado da franquia Star Fox foi um fracasso de venda. Fazer que parte dos espectadores veja o personagem em cenas legais, acende o interesse do público. A Big N, já anunciou o novo Star Fox e Remake da The Legend of Zelda: Ocarina of Time. Sendo que a próxima adaptação nos cinemas de uma propriedade empresa japonesa é justamente o Live Action de The Legend of Zelda.


Super Mario Galaxy: O Filme é um filme que celebra os 40 anos da Franquia Mario que deve agradar os fãs. Entretanto, mesmo marcando o início do Universo Compartilhado Nintendo no Cinema. O projeto peca em colocar as referências como centro narrativo ao invés da história. Porém, se o longa conseguir alcançar os números de bilheteria do seu antecessor. Acho que é uma “frustração” que Big N e Illumination vão conseguir lidar.

 

Comentários


Para Amantes de Cinema

Persona Crítica. Propriedade Daniel Victor. Crítica de Cinema

  • Facebook
  • Instagram
bottom of page